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Debate inclui ressalvas da CFO, superávit, demandas sociais e segurança urbana
A Câmara de Olímpia aprovou, em regime de urgência, o projeto que autoriza a abertura de créditos suplementares e especiais no orçamento de 2026, com impacto de até cerca de R$ 20 milhões em diversas áreas da administração. A proposta permite reforço de caixa para obras, saúde, educação, cultura e segurança, mas gerou críticas sobre a forma como os recursos foram apresentados.
O projeto, de autoria do Executivo, utiliza superávit financeiro do exercício anterior, anulação de dotações e operação de crédito para viabilizar os investimentos. Entre os principais volumes estão recursos para obras de infraestrutura, recapeamento asfáltico, manutenção da saúde e aquisição de equipamentos públicos.
A proposta contempla uma série de ações distribuídas entre secretarias. Entre os principais pontos:
– mais de R$ 8,5 milhões para obras públicas, incluindo intervenções urbanas e infraestrutura
– R$ 6 milhões para recapeamento asfáltico por meio de operação de crédito
– R$ 500 mil para reforço na área da cultura
– recursos para saúde, incluindo folha de pagamento e benefícios
– investimentos em educação e equipamentos
Também há previsão de valores para desapropriação de imóveis e modernização de sistemas públicos, como videomonitoramento.
Antes da votação, o projeto recebeu parecer favorável da Comissão de Finanças e Orçamento, mas com ressalvas técnicas. O relatório apontou falta de comprovação detalhada do superávit financeiro, ausência de documentos sobre operação de crédito e justificativas genéricas para parte das despesas.
Os vereadores também destacaram a falta de informações sobre desapropriações previstas e ausência de projetos técnicos para investimentos de maior valor.

Durante a discussão em plenário, vereadores defenderam a aprovação, mas fizeram críticas diretas à condução financeira da prefeitura.
“Se sobrou dinheiro, por que não foi utilizado antes? A prefeitura não é instituição para dar lucro, é para atender a população”, afirmou Gustavo Pimenta, ao questionar o uso do superávit.

O vereador também criticou a liberação de novos recursos enquanto demandas básicas continuam sem atendimento. “A gente vota suplementação e o vereador não consegue resolver problema simples da população”, disse.
Marcelo da Branca seguiu na mesma linha e apontou falhas em áreas como educação. “Uniforme escolar, falta de auxiliar para crianças autistas e ausência de professor de inglês. Isso precisa ser resolvido”, afirmou.
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Lucimara do Povão reforçou a pressão sobre o Executivo. “A população procura o vereador porque precisa. E muitas vezes não tem resposta. Quem está na ponta precisa de atendimento”, disse.

O vereador Luiz Antônio Salata trouxe um exemplo recente para ilustrar a falta de resposta do Executivo. Ele relatou que havia solicitado, ainda em 2025, a mudança de sentido da Avenida Fernando Moro, após pedidos da comunidade e alertas sobre riscos no local.
Segundo o vereador, os pedidos não foram atendidos. Nos últimos dias, um novo episódio reacendeu a cobrança: uma gata foi atropelada e morreu após ser atingida por um veículo em alta velocidade na via. “Quem vai pagar com a vida desse animalzinho? Poderia ser uma criança ou um idoso. É uma via estreita, com excesso de velocidade, e nada foi feito”, afirmou.
Salata criticou a ausência de retorno da Secretaria de Segurança e disse que a situação evidencia falta de atenção a demandas simples, mas urgentes. “Os ofícios não são respondidos. Essa Casa precisa ser respeitada”, declarou.
Marcão Coca reforçou a crítica. “Quem recebe a pressão é o vereador. O mínimo é ter resposta do Executivo”, disse.
Gustavo Pimenta também reagiu ao tema. “Não vou aceitar desculpa de falta de dinheiro. Ou é incompetência ou descaso”, afirmou.
Apesar das críticas, o projeto foi aprovado em primeira e segunda votação, com redação final confirmada ainda na mesma sessão.
A aprovação permite que a Prefeitura execute ajustes no orçamento de 2026 e utilize os recursos previstos, mas o tema deve continuar sendo acompanhado pelos vereadores, que sinalizaram maior fiscalização sobre a execução das despesas.
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