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AUDIÊNCIAS E SOLENIDADES - Terça-feira, 31 de Março de 2026

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Empresas começam a pagar terapias para autistas em Olímpia, revela Podcast da Câmara

Lei criada por Barrera conecta empresas a famílias e já registra primeira adesão na cidade


Empresas começam a pagar terapias para autistas em Olímpia, revela Podcast da Câmara

Empresas de Olímpia começaram a aderir ao modelo que permite custear terapias para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), iniciativa que busca reduzir filas por atendimento especializado e ampliar o suporte às famílias no município.

 

A ação decorre de lei aprovada na Câmara Municipal por iniciativa do vereador Sargento Renato Barrera, que instituiu o selo “Empresa Amiga do Autista” e criou um sistema de financiamento direto de terapias por empresas privadas.

 

A primeira adesão foi confirmada durante podcast realizado na Câmara nesta terça-feira (31), quando o funcionamento do projeto foi detalhado ao público.

 

 

Primeira empresa já aderiu

 

A empresa Via Fibra foi a primeira a integrar o programa. “Foi a primeira empresa a aderir a esse projeto”, afirmou o vereador Sargento Barrera ao apresentar o empresário Lisandro Cândido Borges.

 

O empresário explicou o engajamento: “É uma honra fazer parte disso. Quando o filho de um colaborador tem algum problema, a gente sente também. A empresa precisa apoiar quem está próximo.”

 

 

Ele confirmou a adesão imediata. “Já vamos adotar de cara.”

 

 

O que muda para as famílias

 

Na prática, o projeto cria um novo caminho para acesso às terapias.

 

 

Em vez de depender exclusivamente da rede pública ou arcar com custos elevados, famílias em situação de vulnerabilidade poderão ter o tratamento financiado por empresas.

 

Segundo Barrera, a proposta surgiu da dificuldade recorrente enfrentada por pais. “Tem muita família que não consegue pagar terapia. A ideia foi aproximar quem pode ajudar de quem precisa.”

 

 

O modelo funciona de forma direta:

 

  • empresa paga a terapia
  • pagamento vai direto ao profissional ou clínica
  • família não recebe dinheiro
  • atendimento começa mais rápido

 

“A empresa pode ajudar uma criança, duas, ou dividir o custo com outra empresa. O importante é ajudar”, explicou o vereador. 

 

 

Quem pode receber o benefício

 

A seleção das famílias será feita pela Secretaria de Assistência Social. A secretária Edna Marques explicou o critério: “O recurso não vai para a família. Ele é pago diretamente ao profissional. A assistência social avalia para garantir que chegue a quem realmente precisa.”

 

O principal filtro é a vulnerabilidade social. “A gente analisa renda, necessidade e situação da criança. Não é para quem pode pagar", explicou Edna.

 

 

Quem fica fora do programa

 

Famílias com condições de custear o tratamento não entram no projeto.

 

 

A prioridade é para quem:

 

  • está na fila por terapias
  • não consegue pagar atendimento particular
  • depende exclusivamente do sistema público

Impacto na rede pública

 

O município atende atualmente cerca de 400 pessoas com TEA por mês. “Por mais que amplie os serviços, a demanda continua crescendo”, disse a diretora da atenção primária, Viviana Ruiz Brancalião.

 

 

Com a nova lei, a expectativa é aliviar a pressão sobre o sistema público. “Essa iniciativa vem justamente para ajudar onde temos mais dificuldade, que são as terapias especializadas.”

 

Cada criança atendida pelo projeto reduz a fila da rede municipal.

 

 

Falta de profissionais ainda é desafio

 

Mesmo com ampliação de vagas, a oferta de profissionais especializados ainda é limitada: “Em concursos anteriores não tivemos candidatos. Agora tivemos alguns, mas ainda não é suficiente.”

 

Áreas como fonoaudiologia e terapia ocupacional concentram maior demanda.

 

 

Diagnóstico e início do tratamento

 

A psicóloga e neuropsicóloga Maíra Scapa reforçou a importância do início precoce das terapias.

 

 

“O tratamento tardio prejudica muito. Quanto mais demora, maiores são as dificuldades no desenvolvimento.” Ela também apontou a falta de informação. “Muitas famílias ainda não entendem o transtorno e demoram para buscar ajuda.”

 

A mãe Juliana Sonsin de Souza relatou o impacto: “É uma sobrecarga enorme. A terapia salvou meu filho.”

 

 

Projeto é voluntário e pode crescer

 

O vereador Barrera destacou que a adesão das empresas não é obrigatória. “Se uma empresa ajudar uma família, já é uma vitória.”

 

Ele também indicou que o projeto pode evoluir: “Não é algo fechado. Podemos melhorar conforme a necessidade.”

 

 

Bloco de serviço

 

Evento: Podcast sobre o selo Empresa Amiga do Autista
Data: 31 de março
Local: Câmara Municipal de Olímpia
Transmissão: YouTube da Câmara e da Prefeitura

 

 

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